Sociedade
22º dia de buscas: Polícia nega que crianças desaparecidas no Maranhão teriam sido vistas em hotel de SP
Os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael seguem desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, quando saíram para brincar na zona rural de Bacabal, no Maranhão
A Polícia de São Paulo negou que as crianças desaparecidas no Maranhão foram vistas em um hotel da capital paulista. Em nota, a corporação afirmou que os agentes foram aos endereços informados e constataram que as crianças presentes no local não são as mesmas desaparecidas.
Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, quando saíram para brincar no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão. Nesta segunda-feira 26, as buscas pelas crianças chegam ao 22º dia.
Em um coletiva realizada na última semana, as forças de segurança pública do Maranhão garantiram que as buscas continuam, de forma mais direcionada.
O secretário de segurança pública do Maranhão, Maurício Martins, anunciou a desmobilização de uma das bases de apoio da força-tarefa. As equipes seguirão com um ponto fixo no povoado São Sebastião dos Pretos, onde as crianças residem, sendo desmobilizada a base no povoado Santa Rosa, nas proximidades da área de mata onde o menino Anderson Kauã, de 8 anos, primo dos irmãos, foi encontrado.
“O trabalho continua. A Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do inquérito, vão dar mais vazão às suas atividades. Enquanto isso, buscas localizadas serão feitas ou refeitas de acordo com a necessidade”, afirmou o secretário.
A operação de buscas envolveu mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários.
Anderson Kauã, primo das crianças, recebeu alta hospitalar na terça-feira 20, após 14 dias internado, e retornou ao quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. O menino chegou a ajudar nas buscas, com autorização da Justiça, indicando locais por onde os três teriam passado antes de se perderem.
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