Do Micro Ao Macro

5 áreas que estão sendo transformadas pela IA

Avanço dos investimentos em inteligência artificial acelera mudanças em setores jurídicos, seguros, tecnologia, mercado imobiliário e gestão de riscos corporativos

5 áreas que estão sendo transformadas pela IA
5 áreas que estão sendo transformadas pela IA
5 áreas que estão sendo transformadas pela IA e já alteram decisões nas empresas Inteligência Artificial Empresas Tecnologia Digital
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A IA deixou de ocupar um espaço restrito a projetos experimentais e passou a integrar decisões estratégicas de empresas em diferentes setores. Projeções da IDC indicam que os gastos globais com sistemas de inteligência artificial devem alcançar US$ 300 bilhões até 2026, impulsionados pela adoção em áreas jurídicas, atendimento, tecnologia e backoffice.

Além disso, a expansão da IA acompanha a busca por eficiência operacional, leitura de dados em tempo real e maior previsibilidade em ambientes regulatórios e de mercado. Diante desse movimento, lideranças empresariais passaram a incorporar a tecnologia em processos que afetam diretamente estratégia, risco e crescimento.

Departamentos jurídicos

Nos departamentos jurídicos de grandes empresas, a IA passou a assumir tarefas operacionais relacionadas à análise, gestão e controle de contratos. Sistemas de Contract Lifecycle Management ampliam visibilidade, reduzem retrabalho e permitem que equipes concentrem esforços em decisões de negócio.

Entre os exemplos está a netLex, plataforma que atua com empresas em mais de 60 países e aplica inteligência artificial na automação do ciclo contratual. Segundo Flávio Ribeiro, a tecnologia desloca o foco da área jurídica para análises mais conectadas à estratégia corporativa. “Quando sistemas assumem o volume operacional, as equipes passam a atuar com mais previsibilidade e controle”, afirma.

IA com agentes customizados em seguros e consórcios

A evolução dos modelos de linguagem permitiu o avanço de agentes de IA capazes de executar fluxos completos em setores regulados. Diferentemente de chatbots tradicionais, esses sistemas interpretam contratos, analisam dados de apólices e operam sob regras rígidas de governança.

Esse modelo deve ganhar escala em seguradoras e administradoras de consórcios em 2026, com impacto em atendimento, análise de risco, prevenção a fraudes e operações de backoffice. A Tech for Humans atua no desenvolvimento desses agentes sob medida. Para Fernando Wolff, a automação gera resultados quando nasce de problemas concretos e responde a demandas reais dos negócios.

IA reorganiza times e entregas em tecnologia

Nas empresas de tecnologia, a IA vem alterando a forma como equipes são estruturadas e como produtos são entregues. A automação de tarefas técnicas encurta ciclos de desenvolvimento e exige modelos de trabalho mais flexíveis.

De acordo com João Zanocelo, cofundador da BossaBox, a integração da inteligência artificial aos fluxos de trabalho muda relações de contratação, colaboração e co-criação. Segundo ele, a competitividade passa pela capacidade de articular inteligência humana e algorítmica em ambientes de entrega contínua.

Mercado imobiliário

No mercado imobiliário, a IA passou a atuar diretamente na etapa de decisão do consumidor. Tecnologias de ambientação digital permitem que compradores visualizem imóveis ainda na fase de anúncio, com imagens geradas a partir de dados reais.

A Arquiteto de Bolso lançou o serviço “Meu Decorado”, que utiliza IA generativa para criar imagens de ambientes treinadas com estética brasileira. A tecnologia já foi aplicada em mais de 300 mil projetos. Para Daniel Alves, a visualização influencia diretamente o processo de escolha. Já Marcia Monteiro destaca que o consumidor precisa se reconhecer no espaço para avançar na decisão.

IA aplicada à gestão de riscos e sustentabilidade

A IA também passou a integrar estratégias de gestão de riscos, compliance e sustentabilidade. Modelos analíticos permitem cruzar grandes volumes de dados, antecipar cenários e apoiar decisões em ambientes regulatórios complexos.

A C-MORE desenvolve plataformas que utilizam inteligência artificial para mapear riscos de clientes, fornecedores e operações. Segundo André Veneziani, a tecnologia amplia a capacidade de antecipação e fortalece decisões estratégicas em governança corporativa.

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