Mundo

Equador aplicará novas tarifas sobre o transporte de petróleo colombiano

Guerra comercial: Quito anunciou na quarta-feira uma tarifa de 30% sobre as importações da Colômbia, que respondeu

Equador aplicará novas tarifas sobre o transporte de petróleo colombiano
Equador aplicará novas tarifas sobre o transporte de petróleo colombiano
O presidente do Equador, Daniel Noboa. Foto: Evaristo SA / AFP
Apoie Siga-nos no

O Equador aplicará novas tarifas sobre o petróleo transportado da Colômbia por um de seus oleodutos, em meio a uma guerra comercial entre os dois países, anunciou nesta quinta-feira 22 a ministra do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano.

Quito anunciou na quarta-feira uma tarifa de 30% sobre as importações da Colômbia, argumentando que o país não faz o suficiente para combater o narcotráfico ao longo da fronteira comum.

Bogotá respondeu nesta quinta-feira com a mesma tarifa sobre cerca de 20 produtos equatorianos e a suspensão do fornecimento de energia elétrica.

“A tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo OCP (Oleoduto de Petróleo Pesado) terá reciprocidade recebida no caso da energia elétrica”, disse Manzano em sua conta nas redes sociais.

Ela acrescentou que “o Equador prioriza a segurança de suas fronteiras, sua balança comercial e sua segurança energética”.

O governo equatoriano indicou que a tarifa de 30% para a Colômbia entrará em vigor em 1º de fevereiro, excluindo a energia elétrica, da qual o Equador apresenta déficit, e os serviços de logística de hidrocarbonetos.

O OCP, do qual o Estado equatoriano é o acionista majoritário, tem capacidade para transportar 450.000 barris por dia (bpd).

Para transportar o petróleo extraído na floresta da Amazônia até o Pacífico, o Equador também possui outro oleoduto com capacidade para 360.000 bpd.

A produção de petróleo do Equador atingiu 469.000 bpd em novembro passado, dos quais 39% foram transportados pelo OCP, segundo os dados mais recentes do Banco Central.

O Equador exporta petróleo e importa combustíveis.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo