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Um dia após reabertura, Japão suspende atividades na maior usina nuclear do mundo

A estrutura, que ficou fechada por 15 anos após o desastre de Fukushima, voltou a ser desativada após alarme do sistema de monitoramento

Um dia após reabertura, Japão suspende atividades na maior usina nuclear do mundo
Um dia após reabertura, Japão suspende atividades na maior usina nuclear do mundo
A usina de Kashiwazaki-Kariwa, em imagem de 2007 – foto: Jiji Press/AFP
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A reativação da maior usina nuclear do mundo foi suspensa nesta quinta-feira 22 no Japão horas após o início do processo, anunciou sua operadora, esclarecendo que o reator permanece “estável”.

“Um alarme do sistema de monitoramento (…) soou durante os procedimentos de ativação do reator, e as operações estão suspensas” na usina de Kashiwazaki-Kariwa, informou à AFP Takashi Kobayashi, porta-voz da operadora Tokyo Electric (Tepco).

As operações de um reator nessa instalação nuclear, na província de Niigata, estão suspensas desde o desastre de Fukushima em 2011. Foram retomadas na noite de quarta-feira após receber sinal verde da reguladora nuclear japonesa, apesar da divisão da opinião pública.

O reator “encontra-se estável e não há impacto radioativo no exterior”, ressaltou Kobayashi, acrescentando que a operadora está “no momento investigando a causa” do incidente, sem revelar quando os procedimentos serão retomados.

A reativação estava originalmente programada para terça-feira, mas foi adiada por um problema técnico com um alarme do reator, o qual foi resolvido no domingo, segundo a Tepco.

Kashiwazaki-Kariwa é a maior usina de energia nuclear do mundo em capacidade de produção, embora apenas um de seus sete reatores tenha sido reativado.

A usina foi paralisada quando o Japão fechou todos os seus reatores nucleares após o triplo desastre — terremoto, tsunami e acidente nuclear — de Fukushima, em março de 2011.

No entanto, o país quer retomar a produção de energia atômica para reduzir sua dependência de combustíveis fósseis como fonte de eletricidade e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

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