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Menos sobrecarga: como a IA está transformando a rotina dos trabalhadores

Uso estratégico da tecnologia reduz tarefas operacionais, ajuda a controlar riscos psicossociais e reorganiza a rotina de trabalho nas empresas

Menos sobrecarga: como a IA está transformando a rotina dos trabalhadores
Menos sobrecarga: como a IA está transformando a rotina dos trabalhadores
Inteligência artificial no trabalho reduz sobrecarga e muda rotinas
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O uso de inteligência artificial passou a ocupar espaço na reorganização do trabalho corporativo. Diante de acúmulo de tarefas, pressão por produtividade e crescimento dos afastamentos por questões emocionais, empresas recorrem à IA para redesenhar processos e reduzir a carga operacional dos trabalhadores.

Além disso, a adoção da tecnologia dialoga com exigências da NR-1, que orienta a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Ao redistribuir atividades, a IA influencia a forma como equipes lidam com prazos, volume de demandas e tomada de decisão.

Para Franciane Fenólio, CHRO e sócia da Hera.Build, o impacto da IA vai além da automação de tarefas. Segundo ela, a tecnologia devolve tempo aos profissionais, permitindo foco em análise, decisão, inovação e relacionamento.

Na prática, ferramentas baseadas em IA assumem atividades repetitivas, como organização de informações, consolidação de dados, geração de relatórios e apoio a processos internos. Com isso, funcionários deixam o modo reativo e passam a estruturar o trabalho de forma mais planejada.

Esse ajuste tem efeito direto sobre o estresse diário. A redução do volume operacional diminui a sensação de urgência permanente e contribui para rotinas com maior previsibilidade.

Segundo a executiva, há relação direta entre sobrecarga operacional e adoecimento emocional. Quando implementada com critério, a IA auxilia no controle de riscos psicossociais previstos na NR-1, ao equilibrar demandas e capacidade de execução das equipes.

Na Hera.Build, o debate sobre tecnologia está ligado à organização do trabalho. Para Franciane, cabe às lideranças garantir que as ferramentas sejam usadas com critério, alinhadas à gestão de pessoas e às regras internas.

Ela avalia que o desafio das empresas em 2026 será menos a adoção de novas soluções e mais o uso que se faz delas. Sem orientação, a IA pode ampliar cobranças. Integrada à cultura organizacional, passa a apoiar produtividade, saúde mental e engajamento no trabalho.

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