Mundo
Trump recua de tarifas a europeus e diz que acordo sobre Groenlândia está avançando
As taxas de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro e poderiam subir para 25% em 1º de junho
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira 21 que desistiu de impor novas tarifas para vários países europeus. O norte-americano garantiu que “concebeu o marco de um futuro acordo sobre a Groenlândia” em uma reunião em Davos com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
“Com base neste entendimento, não vou impor as tarifas que deveriam entrar em vigor em 1º de fevereiro”, escreveu o presidente republicano em sua plataforma, Truth Social, sem dar nenhum detalhe sobre esse “marco”.
Mark Rutte afirmou que teve uma “conversa muito produtiva” com Donald Trump sobre a segurança na região do Ártico, afirmou. As negociações entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos continuarão para garantir que Rússia e China nunca consigam se estabelecer econômica ou militarmente nessa ilha do Ártico, um território autônomo dinamarquês, acrescentou em um comunicado.
Horas antes, Trump tinha exigido a abertura “negociações imediatas” para comprar a Groenlândia. Ele também assegurou que não vai usar a força para tomar o território autônomo da Dinamarca, aliada da Otan.
“Só os Estados Unidos podem proteger esta gigantesca terra, este gigantesco pedaço de gelo, desenvolvê-lo, melhorá-lo”, afirmou o republicano no Fórum Econômico Mundial, a reunião anual da elite política e econômica global.
As tarifas de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro e poderiam subir para 25% em 1º de junho. As taxas atingiriam a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.
Desde que voltou ao poder, Donald Trump usa as tarifas em suas relações internacionais para exercer pressão e alcançar seus objetivos, inclusive com parceiros tradicionais de Washington.
(Com informações da AFP).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



