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Congresso dos EUA vota abertura de processo contra o casal Clinton no caso Epstein

Os Clinton alegam que a investigação é usada para atacar adversários políticos do presidente Donald Trump

Congresso dos EUA vota abertura de processo contra o casal Clinton no caso Epstein
Congresso dos EUA vota abertura de processo contra o casal Clinton no caso Epstein
A Comissão de Supervisão da Câmara dos EUA, em 21 de janeiro de 2026. Foto: Saul Loeb/AFP
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Uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve votar, nesta quarta-feira 21, a abertura de um processo contra Bill e Hillary Clinton por desacato ao Congresso por se recusarem a depor na investigação sobre o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

A Comissão de Supervisão da Câmara, liderada pelos republicanos, analisa duas resoluções que acusam o ex-presidente e a ex-secretária de Estado (ambos democratas) de desobedecerem intimações emitidas há uma semana para comparecerem pessoalmente perante os investigadores.

Se aprovadas, as medidas seguirão para a Câmara dos Representantes, também controlada pelos republicanos, que decidirá se citará formalmente os Clinton por desacato e os encaminhará ao Departamento de Justiça para um possível processo criminal.

Congressistas analisam como as autoridades administraram investigações anteriores sobre Epstein, cuja morte em 2019 na prisão, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual de menores, foi considerada suicídio.

Os Clinton alegam que a investigação é usada para atacar adversários políticos do presidente Donald Trump, que foi amigo de Epstein anos atrás e não foi convocado para depor.

Trump passou meses tentando impedir a divulgação de arquivos relacionados a Epstein. O presidente e seus funcionários do Departamento de Justiça são acusados pelos democratas de acobertamento por terem divulgado apenas uma parte dos arquivos do caso que uma lei exigia que fossem tornados públicos há mais de um mês.

Nem Trump, nem os Clinton foram acusados de conduta criminosa relacionada a Epstein. Mas os republicanos argumentam que os laços passados do casal democrata com Epstein, incluindo o uso do avião particular de Epstein por Bill Clinton no início dos anos 2000, justificam um depoimento presencial sob juramento.

Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, se apresentará em 9 de fevereiro à Comissão de Supervisão da Câmara, anunciou nesta quarta-feira seu presidente, o republicano James Comer.

Maxwell, que atualmente cumpre pena de 20 anos de prisão por tráfico de pessoas para exploração sexual, exercerá seu direito de permanecer em silêncio, acrescentou Comer, citando seus advogados.

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