Mundo

Equador anuncia tarifa de 30% contra a Colômbia

O governo de Daniel Noboa alega falta de apoio na luta contra a violência do narcotráfico na fronteira

Equador anuncia tarifa de 30% contra a Colômbia
Equador anuncia tarifa de 30% contra a Colômbia
O presidente do Equador, Daniel Noboa. Foto: Raul ARBOLEDA/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou, nesta quarta-feira 21, que aplicará uma tarifa aduaneira de 30% às importações da vizinha Colômbia diante do que considera uma falta de apoio em sua luta contra a violência do narcotráfico na fronteira.

“Nossos militares seguem enfrentando grupos criminosos ligados ao narcotráfico na fronteira sem qualquer cooperação”, escreveu no X Noboa, que participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Ele acrescentou que, “diante da falta de reciprocidade e ações firmes, o Equador adotará uma taxa de segurança de 30% às importações provenientes da Colômbia desde primeiro de fevereiro”.

Os dois países compartilham 600 quilômetros de fronteira, que se estende do Pacífico até a floresta amazônica, onde a guerrilha colombiana e organizações atuam no narcotráfico e no garimpo ilegal.

O presidente equatoriano, que em 2024 declarou guerra ao narcotráfico, assinalou que a medida “será mantida até que exista um compromisso real para enfrentar juntos o narcotráfico e o garimpo ilegal na fronteira, com a mesma seriedade e decisão que o Equador assume hoje”.

“Temos feito esforços reais de cooperação com a Colômbia, inclusive com um déficit comercial que supera 1 bilhão de dólares anuais” (5,3 bilhões de reais, na cotação atual), disse Noboa, acrescentando que seu país luta sozinho contra o crime na conturbada zona fronteiriça, apesar de ter “insistido no diálogo” com Bogotá.

O Equador está situado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores mundiais de cocaína e por seu território circulam 70% desta droga com destino a mercados de Estados Unidos, Europa e Oceania.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo