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Gleisi aceita pedido de Lula e deve disputar cadeira no Senado, dizem aliados
A ministra deve deixar a Secretaria de Relações Institucionais em abril
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), comunicou a aliados que tentará retornar ao Senado pelo Paraná nas eleições deste ano. Inicialmente, a petista avaliava concorrer na Câmara, onde sua reeleição era dada como certa, mas mudou de ideia ao ser “convocada para a missão” pelo presidente Lula, de acordo com relatos de interlocutores.
O encontro entre os dois ocorreu na semana passada. No mesmo dia, Gleisi disse a pessoas próximas que estava animada para a empreitada. Com isso, ela deixará o cargo em abril, período determinado pela legislação para que ocupantes de funções públicas deixem seus postos para serem candidatos. Procurada via assessoria, a ministra não comentou. O espaço segue aberto.
A ida de Gleisi para a corrida à Casa Alta fez com que o diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri (PT-PR), recuasse na intenção de disputar uma das vagas do Estado. “Ficarei na Itaipu a pedido do presidente”, contou Verri à reportagem. Também é pré-candidato ao Senado o deputado federal Zeca Dirceu.
Na avaliação de dirigentes petistas, uma chapa com o deputado estadual Requião Filho (PDT) como candidato a governador e a ex-presidente do partido ao Senado é “muito competitiva”. No estado, a sigla tem focado na construção de uma aliança contra o senador Sergio Moro (União), que lidera as pesquisas.
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