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Moraes libera visitas regulares de ex-ministro da Defesa a Augusto Heleno
Heleno está preso em regime domiciliar, após ter sido condenado a 21 anos de prisão por integrar o núcleo crucial da tentativa de golpe
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta segunda-feira 19 que o ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva faça visitas regulares ao general Augusto Heleno na prisão domiciliar. Na mesma decisão, o magistrado também permitiu que dois filhos, um genro, uma nora e dois netos do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional o visitem.
Heleno está preso em regime domiciliar, após ter sido condenado a 21 anos de prisão por integrar o núcleo crucial da tentativa de golpe.
As visitas devem ocorrer às quartas e quintas-feiras de 8h às 10h, 11h às 13h ou 14h às 16h, conforme o despacho do ministro. Moraes ainda autorizou que Heleno receba a visita de uma cabelereira uma vez por mês e liberou sua ida ao terraço do prédio onde ele reside para a prática de exercícios físicos e banho de sol, pelo período de três horas diárias.
Escreveu o ministro: “A pretensão da defesa para que seja deferida, em caráter permanente, a visitação familiares, a fim de se evitar pedidos reiterados, é medida é razoável, que se mostra em consonância com os princípios constitucionais da eficiência e da celeridade processual”. Sobre os banhos de sol, o magistrado afirmou que a liberação é uma medida “necessária à garantia da saúde” do preso.
Além de terem exercido cargos relevantes no governo Jair Bolsonaro, Azevedo e Silva e Heleno têm uma relação marcada por uma trajetória comum no alto comando do Exército e pela atuação em posições estratégicas do Estado brasileiro.
Embora pertençam a gerações próximas na caserna — com Augusto Heleno, nascido em 1947, sendo mais antigo que Azevedo e Silva, de 1954 -, ambos construíram suas carreiras na Força Terrestre, com passagens por comandos relevantes e funções de assessoramento no núcleo decisório das Forças Armadas, integrando a elite militar formada no período pós-redemocratização.
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