CartaExpressa
O novo passo de Eduardo Paes rumo à candidatura ao governo do Rio
O prefeito afirmou que a decisão será formalizada até o Carnaval e reforçou apoio a Lula
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou nesta segunda-feira 19 que pretende disputar o governo do estado em outubro. A declaração ocorreu após meses de movimentações e visitas ao interior fluminense, o que ele próprio classificou como parte de sua pré-campanha. Paes afirmou que a decisão será anunciada até o Carnaval, mas já se apresenta como pré-candidato e indica que deve deixar a gestão municipal antes de abril, prazo legal para desincompatibilização.
Paes disse que o Rio “tem solução” e destacou a segurança pública como um tema central, criticando a influência de grupos políticos que, segundo ele, estariam associados a práticas criminosas.
Ele reafirmou seu apoio ao presidente Lula (PT), com quem se reuniu na semana passada. Disse, porém, que não pretende transformar a disputa em uma extensão da eleição presidencial. Segundo o prefeito, experiências mostraram que “seguir apenas o voto nacional” não garante sucesso no estado. Paes também avisou que buscará alianças amplas e independentes, inclusive com grupos não lulistas.
O prefeito ainda criticou a possível candidatura de André Ceciliano (PT) em uma eventual eleição indireta para governador caso Cláudio Castro (PL) renuncie para disputar o Senado. Paes associou o nome do petista às articulações de Rodrigo Bacellar (União) e advertiu que tal movimento poderia sinalizar continuidade de práticas que, segundo ele, precisam ser superadas.
Caso confirme a candidatura, Paes disputará o Palácio Guanabara pela terceira vez. Na mais recente, em 2018, foi derrotado no segundo turno por Wilson Witzel.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
TSE abre o prazo para enviar sugestões de regras das eleições 2026
Por Maiara Marinho
Flávio é o meu candidato, diz Tarcísio após polêmica do ‘novo CEO’
Por Wendal Carmo



