Mundo

Cuba avalia preparação militar em meio a tensões com EUA

O Conselho de Defesa Nacional, encarregado de assumir o controle do país em circunstâncias excepcionais como conflitos ou desastres naturais, se reuniu no sábado

Cuba avalia preparação militar em meio a tensões com EUA
Cuba avalia preparação militar em meio a tensões com EUA
Créditos: ADALBERTO ROQUE / AFP
Apoie Siga-nos no

Cuba realizou uma reunião de seu Conselho de Defesa Nacional para avaliar sua preparação militar em caso de guerra, em meio à crescente tensão com os Estados Unidos, segundo um comunicado oficial publicado pela imprensa estatal neste domingo 18.

O Conselho de Defesa Nacional, encarregado de assumir o controle do país em circunstâncias excepcionais como conflitos ou desastres naturais, reuniu-se no sábado “com o objetivo de incrementar e aperfeiçoar o nível de preparação e coesão dos órgãos de direção e do pessoal”, indicou o breve comunicado.

A reunião teve como objetivo “analisar e aprovar os planos e medidas para a passagem ao Estado de Guerra”, acrescentou, sem fornecer mais detalhes.

Segundo o texto, a atividade “faz parte da preparação do país sob a concepção estratégica da Guerra de todo o Povo”, termo utilizado pelas autoridades para a mobilização de civis em caso de confronto armado.

Esta é a primeira reunião do Conselho de Defesa Nacional divulgada desde 3 de janeiro, quando uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas levou à captura do agora deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado da ilha.

Segundo a agência de notícias local Prensa Latina, a reunião ocorreu no “Dia Nacional da Defesa”, durante o qual “as forças populares foram treinadas para enfrentar qualquer agressão”. Este tipo de jornada de mobilização é realizado regularmente na ilha.

O Conselho de Defesa Nacional é liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel. Embora o comunicado não especifique os participantes da reunião, indica que o líder revolucionário Raúl Castro, de 94 anos, “esteve a par da atividade, que qualificou como boa e eficiente”.

O mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas ameaças contra Cuba após a incursão em Caracas. Durante essa operação, morreram 32 soldados cubanos, alguns dos quais integravam a equipe de segurança de Maduro.

No início desta semana, Díaz-Canel negou a existência de conversas em curso com Washington, como o magnata republicano havia afirmado.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo