Saúde

Brasil inicia vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional

O cronograma de vacinação começa nos municípios de Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e Botucatu (SP)

Brasil inicia vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional
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Vacina contra a dengue. Foto: Walterson Rosa/MS
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O Ministério da Saúde iniciou neste sábado 17 a vacinação contra a dengue. O imunizante foi desenvolvido no Brasil, pelo Instituto Butantan, e é de dose única. A “estratégia piloto” começa nos municípios de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A partir deste domingo 18, o município de Botucatu (SP) passa a integrar a iniciativa.

As análises serão conduzidas ao longo de um ano e irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis efeitos colaterais após a imunização. Na primeira etapa, serão distribuídas 204,1 mil doses entre os três municípios. Serão 80 mil para Botucatu, 60,1 mil para Maranguape e 64 mil para Nova Lima.

Pessoas entre 10 e 14 anos deverão seguir tomando a vacina japonesa, disponível em todo o território nacional. A vacina do Butantan será oferecida somente às faixas etárias de 15 a 59 anos. O objetivo é que a segunda etapa comece em fevereiro, com a imunização de 1,1 milhão de profissionais da atenção primária à saúde, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários.

Moradores de outros municípios poderão ter acesso à vacina conforme a disponibilidade de doses, que deverá ser informada pelos canais oficiais do Governo Federal. A vacina desenvolvida pelo Butantan é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Os estudos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.

“Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, explicou o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.

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