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Trump ameaça impor tarifas a países que não apoiam seu plano para a Groenlândia

O território pertence à Dinamarca, integrante da Otan

Trump ameaça impor tarifas a países que não apoiam seu plano para a Groenlândia
Trump ameaça impor tarifas a países que não apoiam seu plano para a Groenlândia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Jim Watson/AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira 16 que poderia impor tarifas a países que não apoiam seus planos de anexação da Groenlândia.

O território pertence à Dinamarca, integrante da Otan.

“Eu poderia impor tarifas aos países que não concordarem com a anexação da Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia por razões de segurança nacional”, disse Trump em uma mesa-redonda sobre saúde na Casa Branca. “Eu poderia fazer isso.”

O republicano comparou as tarifas relacionadas à Groenlândia àquelas que ameaçou impor à França e à Alemanha no ano passado sobre produtos farmacêuticos.

Essa ameaça é a mais recente tática de pressão do republicano para adquirir a ilha ártica autônoma, um objetivo que ele já ameaçou alcançar por meios militares, se necessário.

Trump afirma que os Estados Unidos precisam da Groenlândia, rica em minerais, e acusou as autoridades da ilha de não fazerem o suficiente para garantir sua segurança diante de seus rivais Rússia e China.

Nos últimos dias, várias nações europeias demonstraram apoio à Dinamarca e à Groenlândia diante das crescentes ameaças de Trump, inclusive enviando tropas ao território estratégico.

Uma delegação bipartidária do Congresso dos Estados Unidos também iniciou uma visita a Copenhague na sexta-feira para expressar seu apoio.

Os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia visitaram a Casa Branca na quarta-feira para manter conversas com o objetivo de reduzir a tensão, mas posteriormente declararam que mantinham um “desacordo fundamental” com Trump.

Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia concordaram, no entanto, em criar um grupo de trabalho para continuar as conversas sobre o tema a cada duas ou três semanas, segundo informou a Casa Branca na quinta-feira.

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