Política

O que mostrava a primeira pesquisa de 2022 sobre Lula e Bolsonaro

Sem disputa na extrema-direita, a largada de 2022 parecia definida, mas a vitória em primeiro turno não se confirmou

O que mostrava a primeira pesquisa de 2022 sobre Lula e Bolsonaro
O que mostrava a primeira pesquisa de 2022 sobre Lula e Bolsonaro
Lula e Jair Bolsonaro. Fotos: Ricardo Stuckert e Evaristo Sá/AFP
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Eleições 2026

A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada na última quarta-feira 15, indica o favoritismo do presidente Lula (PT) em busca de seu quarto mandato, liderando todos os cenários no primeiro e no segundo turnos contra a miríade de adversários que disputam o espólio eleitoral de Jair Bolsonaro (PL).

O quadro remete, com ressalvas, ao início do ciclo eleitoral de 2022. Naquele ano, o primeiro levantamento da Quaest também apontava vantagem confortável de Lula sobre o então presidente Bolsonaro – uma folga que alimentava a expectativa de uma eleição resolvida já em primeiro turno, o que não se concretizou.

Na sondagem atual, a liderança de Lula varia de sete a 17 pontos percentuais nos cenários de primeiro turno. No segundo turno, a diferença pró-presidente oscila entre cinco e 20 pontos, a depender do adversário considerado.

A primeira Quaest de 2022 sublinhava a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno: ele tinha 45% das intenções de voto, quatro pontos a mais que a soma de seus adversários. Vice-líder, Bolsonaro amealhava 23% da preferência, enquanto o terceiro colocado, Sergio Moro (que desistiria da disputa presidencial), marcava 9%. O petista também liderava com folga as projeções de segundo turno: superava qualquer oponente por pelo menos 20 pontos. Contra Bolsonaro, o placar pró-Lula era de 54% a 30%.

O desfecho, porém, mostrou o limite das fotografias iniciais. Nove meses depois daquela primeira pesquisa, a eleição se resolveu por uma margem mínima: 50,9% a 49,1%, diferença de apenas 2,1 milhões de votos. À medida que a campanha avançou, as pesquisas passaram a capturar o estreitamento da disputa e a capacidade de mobilização do bolsonarismo no segundo turno.

Há quatro anos, já havia uma definição sobre os principais candidatos — sabia-se, portanto, que a eleição seria entre Lula e Bolsonaro, com chance meramente matemática de algum representante da “terceira via” surpreender. Agora, o tabuleiro é mais instável. Há uma contenda aberta na direita para escolher o principal adversário de Lula, especialmente entre Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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