Economia

Presidente da Comissão Europeia visitará o Brasil antes de assinar acordo com o Mercosul

O presidente Lula teve um papel crucial no avanço do tratado, ressaltou a UE

Presidente da Comissão Europeia visitará o Brasil antes de assinar acordo com o Mercosul
Presidente da Comissão Europeia visitará o Brasil antes de assinar acordo com o Mercosul
A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. Foto: SEBASTIEN BOZON / AFP
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajará ao Brasil na próxima sexta-feira 16, antes de assinar no Paraguai um acordo comercial com os países do Mercosul, anunciou Bruxelas nesta quarta-feira 14.

O presidente Lula (PT) teve um papel “crucial” no avanço do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, ressaltou a UE.

Ursula viajará ao Rio de Janeiro com António Costa, presidente do Conselho Europeu, instância que representa os 27 países-membros.

“O Brasil é um parceiro-chave da UE nos âmbitos do comércio, dos investimentos, do clima, do multilateralismo, da democracia e dos direitos humanos”, destacou o Conselho Europeu.

No próximo sábado, os dois líderes seguirão para Assunção, onde assinarão o acordo, após mais de 25 anos de negociações. O documento elimina boa parte das tarifas e favorece as exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e queijos. Por outro lado, facilita a entrada de carne, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa.

Países críticos do acordo avaliam que o mercado europeu pode ser seriamente afetado pela entrada de produtos sul-americanos mais competitivos, devido a normas de produção consideradas menos rigorosas. Já seus defensores estimam que ele diversificará as oportunidades comerciais para uma UE pressionada pela concorrência chinesa e pela política tarifária dos Estados Unidos.

Após a assinatura, o documento deve ser ratificado pelo Parlamento Europeu, nas próximas semanas ou meses. A votação pode ser apertada, embora pareça haver uma maioria favorável.

Os deputados europeus, por outro lado, votarão na próxima semana se recorrem á Justiça europeia para impugnar o acordo, o que atrasaria a ratificação por vários meses, mas não impediria uma possível aplicação provisória.

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