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Primeira-ministra do Japão planeja dissolver Parlamento e convocar eleições

Se a Câmara Baixa for dissolvida em 23 de janeiro, quando começa a sessão parlamentar ordinária, a data mais provável para as eleições seria 8 de fevereiro

Primeira-ministra do Japão planeja dissolver Parlamento e convocar eleições
Primeira-ministra do Japão planeja dissolver Parlamento e convocar eleições
Sanae Takaichi, a nova primeira-ministra do Japão. Ela será a primeira mulher a governar o país asiático. Foto: Kazuhiro NOGI / AFP
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A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pretende dissolver a Câmara Baixa para convocar eleições antecipadas pouco depois da abertura da sessão parlamentar anual na próxima semana, informou nesta quarta-feira 14 o líder do partido aliado de sua coalizão.

Takaichi assumiu em outubro como a primeira mulher chefe de Governo do Japão, e seu gabinete conta com cerca de 70% de apoio da opinião pública.

O bloco governista dispõe de uma estreita maioria na Câmara Baixa do Parlamento, o que dificulta a aprovação de sua ambiciosa agenda política.

“A primeira-ministra Takaichi me informou que dissolverá a Câmara Baixa no início da sessão parlamentar ordinária”, declarou aos jornalistas Hirofumi Yoshimura, copresidente do Partido da Inovação do Japão.

Segundo Yoshimura, a primeira-ministra planeja conceder uma coletiva de imprensa na segunda-feira para explicar sua decisão.

Se a Câmara Baixa for dissolvida em 23 de janeiro, quando começa a sessão parlamentar ordinária, a data mais provável para as eleições seria 8 de fevereiro, segundo a mídia local.

Ao reduzir ao máximo o período entre a dissolução e as eleições, Takaichi espera limitar o impacto do pleito nos debates parlamentares sobre o projeto de orçamento para o próximo exercício, de acordo com o jornal Yomiuri.

Takaichi espera que uma maioria mais ampla lhe permita implementar seu programa de gastos orçamentários mais “proativo” e melhorar as relações com a China, que se deterioraram desde que a primeira-ministra sugeriu, em novembro, que o Japão poderia intervir militarmente em caso de ataque a Taiwan, a ilha autônoma cuja soberania é reivindicada por Pequim.

Takaichi é a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos e foi eleita inicialmente como chefe de um governo minoritário.

O bloco governista alcançou a maioria na Câmara Baixa em novembro, quando três parlamentares se juntaram ao partido de Takaichi. A coalizão permanece minoritária na Câmara Alta.

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