Mundo

Venezuela começou a libertar cidadãos americanos, confirma governo dos EUA

Não foi confirmado o número de pessoas beneficiadas pela medida

Venezuela começou a libertar cidadãos americanos, confirma governo dos EUA
Venezuela começou a libertar cidadãos americanos, confirma governo dos EUA
'A Venezuela quer paz', diz mensagem em muro em Caracas, em 7 de janeiro de 2026. Foto: Juan Barreto/AFP
Apoie Siga-nos no

A Venezuela começou a libertar cidadãos americanos presos, informou nesta terça-feira 13 um funcionário do governo dos Estados Unidos, que elogiou a iniciativa de Caracas, dez dias depois da destituição forçada do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar americana.

“Damos as boas-vindas à libertação de americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”, disse um responsável do Departamento de Estado, sob condição de anonimato.

O funcionário não forneceu detalhes imediatos sobre a libertação de prisioneiros nem quantos foram soltos, apenas informou que se tratava de mais de uma pessoa.

A presidente interina Delcy Rodríguez determinou a libertação de presos políticos após o bombardeio americano em Caracas no dia 3 de janeiro, uma ação militar que resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e deixou mais de 100 mortos, segundo dados oficiais venezuelanos.

O mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, deu boas-vindas às primeiras libertações de presos políticos na semana passada e disse ter abortado uma segunda onda de ataques ao país sul-americano como resposta.

Muitas pessoas foram presas na Venezuela por participação nos protestos pós-eleitorais de 2024, que eclodiram após Maduro ser declarado vencedor em meio a diversas denúncias de fraude.

Entre os presos libertados recentemente há cidadãos espanhóis e italianos.

Os Estados Unidos consideram a libertação de seus cidadãos no exterior uma prioridade fundamental e conseguiram a soltura de alguns deles em um acordo com Maduro no ano passado.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo