Política

Defesa de Bolsonaro cita queda em cela e volta a pedir prisão domiciliar humanitária

Segundo os advogados, relatórios médicos apontam que Bolsonaro precisaria de auxílio médico constante

Defesa de Bolsonaro cita queda em cela e volta a pedir prisão domiciliar humanitária
Defesa de Bolsonaro cita queda em cela e volta a pedir prisão domiciliar humanitária
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Miguel Schincariol/AFP
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta terça-feira 13, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. No documento, os advogados citam a queda do ex-capitão no último dia 6 na sua cela e o risco de “eventos imprevisíveis”.

Segundo a defesa, relatórios médicos apontam que Bolsonaro precisaria de auxílio médico constante, pois “não consegue se firmar sozinho, encontrando-se em risco elevado de quedas, inclusive durante deslocamentos simples, como no trajeto noturno ao banheiro”.

“A queda com traumatismo craniano, ocorrida sob custódia estatal, constitui agravamento objetivo do quadro, não apenas pelo evento em si, mas pelo que ele revela: a impossibilidade de prevenir intercorrências graves em ambiente de restrição, ainda que haja plantão médico formalmente disponível”, registra o texto.

No último dia 6, Bolsonaro disse ter caído da cama enquanto dormia. Segundo a PF, após o incidente Bolsonaro estava consciente e orientado e não apresentava sinais de déficit neurológico.

O estado de saúde de Bolsonaro tem sido a principal justificativa para uma série de pedidos de prisão domiciliar humanitária. Os advogados sustentam que a saúde frágil do ex-presidente demanda atenção e cuidados médicos que não são possíveis na sala de Estado-Maior da PF, onde ele cumpre a condenação de 27 anos de prisão.

Todos os pedidos anteriores, entretanto, foram rejeitados por Moraes. Na última negativa, no dia 1º de janeiro, o ministro afirmou que o ex-presidente foi condenado pela prática de crimes gravíssimos e lembrou ainda do episódio em que Bolsonaro danificou a tornozeleira eletrônica, classificando o caso como “atos concretos visando a fuga”.

O ministro reforçou ainda que o ex-presidente tem condições de fazer os tratamentos de saúde que precisa na PF. ““O réu está custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde – mais próximo, inclusive, do que o seu endereço residencial”.

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