Mundo
Promotoria da Coreia do Sul pede pena de morte para ex-presidente
Yoon Suk-yeol chocou o país em 2024 ao anunciar a imposição de lei marcial e enviar tropas ao Parlamento
A Promotoria da Coreia do Sul solicitou, nesta terça-feira 13, a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol por ter declarado a lei marcial em dezembro de 2024, informou a agência de notícias local Yonhap.
Os promotores acusaram o ex-chefe de Estado conservador de ter liderado uma “insurreição” motivada por uma “sede de poder destinada a instaurar uma ditadura”.
Também acusaram o ex-dirigente, de 65 anos, de não demonstrar “nenhum remorso” por atos que ameaçavam “a ordem constitucional e a democracia”.
“No momento de proferir a sentença, não se pode levar em conta nenhuma circunstância atenuante, impondo-se uma sanção severa”, concluíram os promotores, que solicitaram a pena de morte, ainda vigente na Coreia do Sul, embora nenhuma execução tenha sido realizada desde 1997.
O veredicto é aguardado para o próximo mês.
Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon Suk-yeol chocou o país ao anunciar na televisão a imposição da lei marcial, enviando tropas ao Parlamento.
Horas mais tarde, recuou, depois que um número suficiente de deputados conseguiu abrir caminho até o plenário, cercado por soldados, e votou a suspensão de seu decreto.
Ele foi destituído oficialmente em abril de 2025 pelo Tribunal Constitucional, após meses de amplas manifestações e de caos político.
Yoon Suk-yeol justificou a imposição da lei marcial — medida sem precedentes no país desde as ditaduras militares da década de 1980 — alegando que o Parlamento, controlado pela oposição, bloqueava o orçamento.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


