Economia
TCU diz que o BC concordou com inspeção no caso do Banco Master
Reunião com Gabriel Galípolo ocorreu quatro dias depois de o tribunal suspender uma análise sobre a atuação da autoridade monetária
O presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, disse nesta segunda-feira 12 que o Banco Central concordou com uma inspeção nos documentos sobre a liquidação do Banco Master. A definição ocorreu durante um encontro entre ele, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso na Corte de Contas.
A reunião, que durou cerca de uma hora, ocorreu quatro dias depois de o tribunal suspender uma inspeção que havia sido autorizada para apurar a atuação da autoridade monetária no caso. “Já definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatário. Só quem podia liquidar era o Banco Central — nunca discutimos isso —, e cabe ao TCU fazer análise dos documentos já a partir de hoje”, afirmou Vital em coletiva de imprensa.
De acordo com o ministro, a expectativa é que esse processo dure menos de um mês. Ele reforçou, contudo, que o TCU não tem o poder de reverter a liquidação do Master, decretada pelo BC.
Em nota, Jesus declarou que a reunião transcorreu “em tom amistoso e cooperativo”, com alinhamento quanto à competência do TCU para fiscalizar atos do BC.
O caso chegou ao tribunal a partir de uma representação do Ministério Público de Contas, que pediu esclarecimentos sobre os critérios adotados pela autoridade monetária para decretar a liquidação do Master em novembro de 2025. A área técnica do TCU defendeu a necessidade de acesso direto aos documentos do processo para verificar, por exemplo, se o BC considerou alternativas menos drásticas.
A liquidação do Master ocorreu ao mesmo tempo em que a Polícia Federal deflagrou uma operação para prender o dono do banco, Daniel Vorcaro, investigado por fraude financeira e venda de títulos de crédito falsos.
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