Mundo
Cerca de 15 mil enfermeiros entram em greve em Nova York
Esta é a maior greve da categoria na história da cidade, segundo o sindicato
Cerca de 15 mil enfermeiros entraram em greve nesta segunda-feira 12 em três dos principais hospitais privados da cidade de Nova York para denunciar suas condições de trabalho, especialmente em questões de segurança e benefícios sociais.
As autoridades decretaram estado de emergência devido à paralisação, que, segundo o site da Associação de Enfermeiros do Estado de Nova York (NYSNA, na sigla em inglês), foi decidida após o impasse nas negociações por um novo contrato, depois de meses de conversas.
Esta é a maior greve da categoria na história da cidade, segundo o sindicato.
“Executivos gananciosos dos hospitais decidiram colocar os lucros acima de um atendimento seguro aos pacientes”, afirmou Nancy Hagans, presidente da NYSNA.
Os grevistas montaram piquetes em frente a unidades do NewYork-Presbyterian, do Montefiore Bronx e do Mount Sinai.
Os grupos hospitalares afetados deram alta ou transferiram pacientes, cancelaram alguns procedimentos cirúrgicos e recorreram a contratações temporárias.
“Estamos preparados para continuar prestando atendimento aos pacientes durante toda a greve”, prometeu o grupo Mount Sinai, que classificou como “extremas” as reivindicações da NYSNA e disse que “não pode aceitá-las”.
O prefeito de esquerda de Nova York, Zohran Mamdani, um socialista eleito pelo Partido Democrata, manifestou apoio aos enfermeiros.
“Vemos o trabalho que realizam, acreditamos que esse trabalho merece ser reconhecido e estamos ao lado deles nesta luta”, declarou, instando as partes a “retornarem imediatamente à mesa de negociações” e a “negociarem de boa-fé”.
Em janeiro de 2023, cerca de 7 mil enfermeiros fizeram greve por três dias e acabaram conquistando medidas para enfrentar a falta de pessoal.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


