Sociedade
9 dias de buscas: o que se sabe sobre o caso dos irmãos desaparecidos no Maranhão
Ágatha e Allan Reis Lago, de seis e quatro anos, saíram para brincar em uma área de mata no município de Bacabal, no interior do estado
As buscas por duas crianças desaparecidas no interior do Maranhão entram no nono dia nesta segunda-feira 12.
Os irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de seis anos, e Allan Michael Reis Lago, de quatro, desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município de Bacabal.
Um primo das crianças também as acompanhava e chegou a ser dado como desaparecido, mas foi localizado na última quarta-feira 7, cerca de 72 horas após o sumiço. Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado por carroceiros da região em uma área de mata, sem roupas.
Após o resgate, o menino foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal, onde permanece internado. Segundo a equipe médica, ele chegou abatido e com dificuldade para falar, mas apresenta boa evolução clínica. Anderson segue sob cuidados médicos e acompanhamento psicológico, ainda sem previsão de alta.
As poucas informações repassadas pelo menino às autoridades indicam que os irmãos estariam na mesma região. Ele teria dito apenas que os primos estavam “mais à frente”.
Prefeito oferece recompensa por informações
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que as buscas pelas crianças envolvem mais de 500 agentes incluindo militares do Exército que estavam de férias ou de folga e pessoas da comunidade. Ainda de acordo com a pasta, as bases de buscas estão localizadas em dois pontos estratégicos: no povoado São Sebastião dos Pretos, local de residência das crianças, e no povoado Santa Rosa, nas proximidades da mata onde Anderson Kauã foi localizado.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB-MA), afirmou em suas redes sociais que as buscas já passam de 150 horas ininterruptas. “Não vamos parar até encontrar os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michel”, escreveu. O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), chegou a divulgar um vídeo oferecendo uma recompensa de 20 mil reais por informações que levem ao paradeiro das crianças.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



