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Celular tri-fold: três telas vão emplacar em 2026?
Os celulares dobráveis avançaram quando deixaram de ser aposta para o futuro e se transformaram em produtos aceitos pelos consumidores. Agora os fabricantes apostam nos modelos tri-fold: em vez de uma dobra, duas dobradiças criam três partes e múltiplas configurações. A promessa é sedutora: abrir […]
Os celulares dobráveis avançaram quando deixaram de ser aposta para o futuro e se transformaram em produtos aceitos pelos consumidores. Agora os fabricantes apostam nos modelos tri-fold: em vez de uma dobra, duas dobradiças criam três partes e múltiplas configurações. A promessa é sedutora: abrir e ganhar uma área quase de tablet para multitarefa, leitura e entretenimento; fechar e voltar ao formato de smartphone. Samsung e Huawei aparecem como nomes associados a essa corrida, mas o ponto decisivo não é o “efeito uau”. É o cotidiano.
Por que três telas fazem sentido (quando fazem)
A vantagem principal é o espaço. Mais área permite janelas lado a lado, edição mais confortável e leitura sem zoom constante. Em casa, isso pode melhorar tarefas de home office: planilhas, chamadas, anotações e consulta simultânea. Também favorece o consumo de conteúdo com menos esforço visual, o que é um ganho real de conforto.
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Duas dobradiças, dois desafios extras
Cada dobradiça adiciona complexidade mecânica. Isso significa mais pontos de tensão no display e mais áreas sensíveis a poeira e impacto. Em uso real, o aparelho passa por ciclos de abre-fecha, pressão no bolso, mochila, variações de temperatura e pequenos acidentes. Quanto mais partes móveis, maior a exigência de engenharia para manter alinhamento e resistência ao longo do tempo.
Durabilidade não é só “aguentar”: é manter experiência
Mesmo que o aparelho não quebre, ele precisa manter a sensação de uso: dobradiça firme, ruído baixo, abertura consistente, tela sem marcas que atrapalhem a leitura. Para os modelos tri-fold, esse ponto fica ainda mais sensível porque a experiência depende de transições suaves, o que deve ser responsabilidade do usuário.
Pós-venda é parte do produto
Em dobráveis, manutenção e assistência técnica são tão importantes quanto câmera e processador. A pergunta prática é: se der problema, qual o tempo de reparo? Há peças? Há política de garantia clara? Em aparelhos com duas dobradiças, o custo de reparo tende a ser maior, e a falta de suporte vira motivo para desistência. Inovação só vira hábito quando a pessoa não sente que está “andando em campo minado”.
O que precisa acontecer para virar tendência em 2026
Três fatores costumam decidir: queda gradual de preço, robustez comprovada e suporte confiável. Se o tri-fold chegar caro e frágil, fica restrito a nicho e curiosidade. Se entregar resistência no uso diário e uma cadeia de assistência bem organizada, ele pode ocupar um espaço interessante para quem quer um único dispositivo para trabalho leve e lazer.

O Galaxy Z TriFold da Samsung
Compare dois modelos top de linha
A comparação entre o Huawei Mate XT Ultimate Design e o Samsung Galaxy Z TriFold mostra dois tri-folds que disputam o mercado de produtos premium, mas com enfoques distintos em sistema, câmera e experiência de tela. Em comum, os dois trazem 16 GB de RAM, opções de armazenamento que chegam a 1 TB e baterias de 5.600 mAh, projetadas para sustentar o uso intenso em formato tablet.
No Huawei Mate XT, o destaque está no ecossistema próprio (HarmonyOS/EMUI) e no conjunto de câmeras com sensor principal de 50 MP com abertura variável e lente periscópica, o que reforça o apelo em fotografia móvel avançada. Já o Galaxy Z TriFold aposta no Android com One UI e em uma câmera principal de 200 MP, alinhada à estratégia recente da Samsung de usar resolução muito alta nos modelos premium.
Em tela, ambos oferecem cerca de 10 polegadas quando totalmente abertos, mas o Z TriFold leva vantagem em taxa de atualização, chegando a 120 Hz, o que favorece a fluidez visual em games, rolagem e multitarefa pesada. O Mate XT, por sua vez, explora melhor a modularidade de tamanhos (6,4″, 7,9″ e 10,2″), funcionando quase como três formatos em um único aparelho.
Na prática, o Huawei tende a ser mais interessante para quem valoriza fotografia, tela grande e não se importa em viver num ecossistema sem Google nativo, enquanto o Galaxy Z TriFold conversa melhor com quem já está profundamente integrado ao Android/Samsung e prioriza taxa de atualização alta, desempenho bruto e integração com outros dispositivos Galaxy.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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