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Como desenvolver liderança interna nas empresas

Liderança interna ganha espaço com avaliações estruturadas, foco em aprendizagem contínua e alinhamento entre pessoas, processos e estratégia

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A liderança interna passou a ocupar papel central nas estratégias de pessoas em 2026. Em vez de buscar executivos no mercado, empresas ampliam o uso de avaliações para identificar profissionais já inseridos na operação e preparados para assumir novas responsabilidades.

Ao estruturar processos de recrutamento, seleção e avaliação contínua, as organizações aumentam a chance de reconhecer perfis alinhados à cultura e às diretrizes do negócio. Com isso, reduzem riscos de adaptação e ampliam a previsibilidade nas transições de gestão.

A avaliação voltada a cargos de liderança é conhecida como assessment de competências e potencial. A metodologia mede preparo atual e capacidade de desenvolvimento futuro, incluindo aprendizagem, tomada de decisão e gestão de pessoas.

Para Rodrigo Magalhães, sócio da EXEC, o mapeamento de talentos internos permite decisões mais consistentes. Segundo ele, profissionais já inseridos na empresa compreendem valores, processos e expectativas, o que influencia a continuidade das estratégias.

Quando avaliar talentos internos

Em geral, o assessment é aplicado em momentos específicos. Fusões, aquisições, mudanças de estratégia e sucessões costumam demandar a identificação de novos líderes. Nesses contextos, a liderança interna surge como alternativa para ocupar funções ampliadas ou reposicionadas.

Além disso, processos de crescimento acelerado também exigem revisão do quadro de gestores, com foco em potencial de adaptação e execução.

Competências observadas no assessment

Os critérios variam conforme a posição analisada. Ainda assim, alguns eixos costumam orientar as avaliações, como visão estratégica, inteligência emocional, capacidade de execução e velocidade de aprendizagem.

A análise considera se o profissional aprende com rapidez, responde a cenários distintos e aplica conhecimento em situações práticas. O assessment é ajustado para refletir demandas reais do negócio.

Outro ponto envolve alinhamento cultural. Se a empresa prioriza inovação ou expansão, por exemplo, a avaliação incorpora métricas relacionadas a essas diretrizes.

Ferramentas usadas na avaliação

Na prática, o assessment combina instrumentos distintos. Avaliações de desempenho, entrevistas estruturadas, feedback 360 graus e testes específicos ajudam a medir competências técnicas e comportamentais.

Nos últimos anos, tecnologias passaram a apoiar esse processo. O uso de inteligência artificial permite analisar grandes volumes de dados e estimar potencial de liderança. A gamificação também aparece como recurso para observar comportamentos em ambientes simulados.

Segundo Magalhães, a liderança interna tende a ser cada vez mais associada à capacidade de atuar em contextos digitais e equipes distribuídas, onde competências tecnológicas se somam às habilidades de gestão.

Critérios de justiça e imparcialidade

Para garantir equilíbrio no processo, as avaliações precisam seguir métodos padronizados e validados. A participação de mais de um avaliador reduz vieses e amplia a consistência das decisões.

Transparência também é necessária. Explicar critérios, objetivos e etapas fortalece a confiança dos profissionais envolvidos e evita ruídos internos.

Outro cuidado envolve evitar o enquadramento rígido de profissionais em funções específicas. A mobilidade entre áreas permite ampliar repertório e desenvolver competências complementares.

Desempenho atual não define potencial

Um ponto de atenção frequente está na diferença entre desempenho presente e capacidade futura. Um profissional pode apresentar bons resultados técnicos sem demonstrar preparo para liderar pessoas ou lidar com cenários distintos.

Segundo Magalhães, potencial envolve adaptação e crescimento. Sem essas dimensões, a transição para cargos mais amplos tende a gerar limitações.

Após identificar a liderança interna

Depois do mapeamento, o passo seguinte envolve planos de desenvolvimento individualizados. Esses planos partem das lacunas identificadas e incluem treinamentos, mentoring, coaching e participação em projetos transversais.

O acompanhamento é contínuo. Feedbacks periódicos permitem ajustes no plano e sustentam o desenvolvimento ao longo do tempo. Dessa forma, a liderança interna deixa de ser uma aposta pontual e passa a integrar a estratégia permanente de gestão de pessoas.

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