Mundo

Trump assina decreto para proteger receitas do petróleo da Venezuela retidas por EUA

O objetivo do decreto assinado na sexta-feira é ‘promover os objetivos da política externa americana’, explicou a Casa Branca em comunicado

Trump assina decreto para proteger receitas do petróleo da Venezuela retidas por EUA
Trump assina decreto para proteger receitas do petróleo da Venezuela retidas por EUA
Donald Trump. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para colocar sob proteção especial os ativos venezuelanos, incluindo receitas petrolíferas, mantidos nos Estados Unidos para que não possam ser embargados.

Com o decreto assinado na sexta-feira 9, Trump busca “promover os objetivos da política externa americana”, explicou a Casa Branca em um comunicado. A medida chega depois de uma reunião na sexta-feira em Washington entre Trump e altos executivos do setor do petróleo, aos quais o presidente insistiu para que invistam na Venezuela.

O pedido foi recebido com cautela. O diretor-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, assegurou que “é impossível investir” se não houver reformas nos sistemas comercial e jurídico do país.

ExxonMobil e ConocoPhillips saíram do país sul-americano em 2007, após rejeitarem a exigência do então presidente Hugo Chávez de ceder o controle majoritário de suas operações ao Estado venezuelano. Desde então, buscam recuperar bilhões de dólares que asseguram serem devido pela Venezuela.

A Chevron é a única empresa americana na atualidade com licença para operar na Venezuela. Com a ordem executiva, Trump declara uma emergência nacional “para proteger as receitas do petróleo venezuelano em contas do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de embargos ou processos judiciais”, indicou a Casa Branca.

“O presidente Trump está prevenindo o confisco das receitas do petróleo venezuelano que poderia minar os esforços críticos dos Estados Unidos para garantir a estabilidade econômica e política na Venezuela”, acrescentou.

Sancionada por Washington desde 2019, a Venezuela possui cerca de um quinto das reservas de petróleo do mundo e, historicamente, foi um importante fornecedor da commodity aos Estados Unidos.

A decreto chega uma semana depois de os Estados Unidos realizarem uma operação para capturar à força o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, e levá-los a Nova York para serem julgados por narcotráfico. Agentes de segurança venezuelanos e cubanos morreram durante a operação.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo