Mundo
Indonésia bloqueia Grok de Elon Musk por gerar imagens pornográficas falsas
Segundo o país, as práticas de ‘deepfake’ sem consentimento representam ‘uma grave violação dos direitos humanos, da dignidade e da segurança dos cidadãos no espaço digital’
A Indonésia anunciou, neste sábado 10, a suspensão temporária do Grok, o assistente de inteligência artificial da plataforma X de Elon Musk, após um escândalo envolvendo imagens pornográficas falsas de pessoas despidas.
Essas imagens, criadas a partir de fotos ou vídeos de pessoas reais que eram solicitadas ao Grok para que ficassem nuas, provocaram protestos em todo o mundo.
“Para proteger mulheres, crianças e o público em geral dos riscos de conteúdo pornográfico falso gerado por meio de tecnologia de inteligência artificial, o governo bloqueou temporariamente o acesso ao aplicativo Grok”, afirmou a ministra das Comunicações e Digitalização, Meutya Hafid, em comunicado.
“O governo considera as práticas de ‘deepfake’ sem consentimento uma grave violação dos direitos humanos, da dignidade e da segurança dos cidadãos no espaço digital”, enfatizou o ministério em seu comunicado, que convocou representantes do X para esclarecimentos sobre o assunto.
Questionado por diversos usuários indignados na plataforma X, o Grok respondeu na sexta-feira que a geração e edição de imagens agora serão reservadas para assinantes pagos.
Essa desativação limitada gerou indignação no Reino Unido, um dos países mais críticos de Elon Musk. A medida “simplesmente transforma um recurso que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium” e constitui “um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual”, denunciou um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Em Bruxelas, a Comissão Europeia “tomou conhecimento das últimas modificações”, considerando-as insuficientes.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


