Mundo
EUA decidirá quais petroleiras podem operar na Venezuela, diz Trump
A declaração ocorre seis dias após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar norte-americana
Os Estados Unidos decidirão quais empresas petrolíferas poderão operar na Venezuela e atuarão como intermediários entre essas companhias e o governo venezuelano, declarou nesta sexta-feira 9 o presidente Donald Trump.
“Vamos tomar a decisão sobre quais petroleiras vão entrar [na Venezuela], vamos fechar o acordo”, disse Trump ao receber mais de duas dezenas de representantes de empresas do setor na Casa Branca.
“Vocês estão negociando diretamente conosco, não estão negociando com a Venezuela de forma alguma. Não queremos que negociem com a Venezuela”, advertiu o republicano. “E vocês terão total segurança. Uma das razões pelas quais não podiam trabalhar [na Venezuela] é que não tinham garantias. Mas agora têm segurança total.”
O presidente havia decretado sanções contra o petróleo venezuelano em 2019, durante seu primeiro mandato.
O governo Trump também instituiu uma recompensa inicial de 15 milhões de dólares contra o então presidente venezuelano Nicolás Maduro, que posteriormente, sob a presidência de Joe Biden, subiu para 25 milhões de dólares.
No ano passado, essa recompensa aumentou para 50 milhões de dólares (cerca de 270 milhões de reais). Os Estados Unidos conseguiram capturar Maduro e a esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro, em uma operação militar que sacudiu o mercado petrolífero.
O casal foi imediatamente transferido para Nova York para enfrentar um processo por narcotráfico e outras acusações.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Chanceler venezuelano se reúne com embaixadora do Brasil em Caracas
Por CartaCapital
Lula e presidente da Espanha conversam por telefone sobre acordo Mercosul–UE e crise na Venezuela
Por CartaCapital
Venezuela e EUA estudam a retomada das relações diplomáticas
Por AFP



