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Ministro do Trabalho diz ver condições para aprovar fim da escala 6×1 em ano eleitoral

Luiz Marinho afirma que calendário apertado não impede avanço da pauta e classifica modelo atual como ‘cruel’

Ministro do Trabalho diz ver condições para aprovar fim da escala 6×1 em ano eleitoral
Ministro do Trabalho diz ver condições para aprovar fim da escala 6×1 em ano eleitoral
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira 7 que considera possível aprovar o fim da escala 6×1 ainda em 2026, apesar do calendário eleitoral. Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da EBC, ele destacou que a reorganização da jornada de trabalho depende de pressão social para avançar no Congresso.

“Sim, é plenamente possível [aprovar o fim da jornada 6×1]. Muita gente vê como uma contradição, eu vejo como uma possível oportunidade”, afirmou o ministro. Ele reforçou que a mobilização de trabalhadores será decisiva para sensibilizar congressistas e o empresariado. “A efetiva participação da sociedade é um motor necessário, importante no processo de convencimento”, disse.

Marinho classificou o atual modelo como “cruel”, especialmente para as mulheres, e argumentou que a revisão da jornada pode reduzir doenças e acidentes associados ao ambiente laboral. Segundo ele, a mudança não comprometeria a atividade produtiva: “É plenamente possível dizer a toda a atividade econômica do Brasil que é possível você acabar com 6×1, mantendo as necessidades econômicas do País”.

O debate ocorre enquanto tramitam no Congresso propostas que alteram a estrutura da jornada. No Senado, um texto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça prevê limite de 36 horas semanais distribuídas em até cinco dias. Na Câmara, uma PEC propõe quatro dias de trabalho por semana, também com carga máxima de 36 horas. Marinho avalia que há margem para reduzir gradualmente o limite atual, chegando primeiro a 40 horas.

Mesmo que não seja aprovada, a proposta deve ser uma das plataformas de campanha para a reeleição do presidente Lula (PT).

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