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Trump diz que Venezuela ‘entregará’ até 50 milhões de barris de petróleo: ‘Eu controlarei o dinheiro’
O anúncio ocorre três dias depois de militares norte-americanos sequestrarem o presidente Nicolás Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira 6 o governo da Venezuela “entregará” entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo. O anúncio ocorre três dias depois de militares norte-americanos sequestrarem o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores.
“Esse petróleo será vendido a preço de mercado, e o dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.
Segundo o republicano, o combustível será “levado diretamente aos portos de descarga nos Estados Unidos”.
O governo da presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, não havia se pronunciado sobre as declarações até a publicação deste texto. Mais cedo, ela afirmou governar sem a influência de qualquer “agente externo”, apesar da pressão exercida por Trump.
Delcy foi a vice-presidenta de Maduro até o sequestro do presidente em um ataque norte-americano que deixou dezenas de mortos, entre eles 55 militares cubanos e venezuelanos.
“Este é um povo que não se rende. Não nos entregamos”, disse a presidenta interina em uma reunião com a equipe econômica transmitida pela TV estatal. “Estamos aqui governando com o povo. O governo da Venezuela governa em nosso país, mais ninguém. Não há agente externo que governe a Venezuela.”
Trump, por sua vez, insiste estar “no comando” do país e sugeriu ter sido sua a decisão de deixar Delcy Rodríguez no poder, sem considerar a entrega do governo à oposição liderada por María Corina Machado.
O presidente dos Estados Unidos ameaçou diretamente a nova governante ao dizer que, se ela “não fizer a coisa certa, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior que o de Maduro”.
Apesar disso, Delcy enviou uma carta em tom cordial na qual defendeu uma relação equilibrada e respeitosa entre Caracas e Washington.
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