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Quem é Delcy Rodríguez, a presidenta interina da Venezuela
Formada em direito na Universidade Central da Venezuela (UCV), Delcy é um quadro histórico do chavismo
Com a ofensiva dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, a vice-presidente Delcy Rodríguez vai assumir o comando do País interinamente. A política foi empossada nesta segunda-feira 5
Formada em direito na Universidade Central da Venezuela (UCV), Delcy tem 56 anos e é um quadro histórico do chavismo e mulher de confiança do círculo de Maduro.
Delcy ocupa o cargo de vice-presidente da Venezuela desde 2018 por escolha de Maduro — o cargo de vice-presidente na Venezuela não é eleito em uma chapa, mas escolhido pelo presidente. Além da vice-presidência, Delcy acumulava os cargos de ministra da economia e de presidente da PDVSA, a estatal de petróleo da Venezuela.
A presidenta interina nasceu em uma família de revolucionários socialistas venezuelanos. O pai, Jorge Antonio Rodríguez, foi um militante marxista torturado e assassinado, em 1976, pela extinta Direção de Serviços de Inteligência Policial (Disip), a polícia política do chamado regime de Punto Fijo.
O acordo de Punto Fijo durou de 1958 a 1998 na Venezuela, até a chegada de Hugo Chávez ao poder. O acordo fixou a arquitetura de governabilidade costurada por três dos principais partidos da Venezuela à época para garantir estabilidade política e apoio dos Estados Unidos (EUA).
Além disso, Delcy é irmã de Jorge Rodríguez, atual presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e ex-vice-presidente do País. Rodríguez é considerado um dos políticos mais influentes do chavismo, tendo construído sua carreira política ao longo do processo da Revolução Bolivariana, iniciada em 1999 com a chegada de Hugo Chávez ao Poder.
Na gestão de Hugo Chávez ela foi ministra da Comunicação e Informação, entre os anos de 2013 e 2014. Nos anos seguintes, atuou como ministra das Relações Exteriores, cargo onde revelaria sua forte defesa do chavismo.
Em 2017 e 2018, ela foi presidente da Assembleia Nacional Constitucional (ANC), instituição convocada e criada após impasse entre o governo Maduro e a Assembleia Nacional, controlada pela oposição que pretendia destituir Maduro do cargo.
(Com informações da Agência Brasil).
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