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Lula diz que ataques dos EUA à Venezuela ‘ultrapassam uma linha inaceitável’

Além do bombardeio contra o País latino-americano, EUA afirma que capturou Nicolás Maduro

Lula diz que ataques dos EUA à Venezuela ‘ultrapassam uma linha inaceitável’
Lula diz que ataques dos EUA à Venezuela ‘ultrapassam uma linha inaceitável’
O presidente Lula e o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Fotos: Federico Parra e Evaristo Sá/AFP
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O presidente Lula (PT) afirmou na manhã deste sábado 3 que os ataques feitos pelos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável”. Embora o presidente brasileiro não tenha reconhecido as eleições de 2024, que elegeram Maduro, Lula disse que os atos “representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

Além de condenar as ações, Lula disse que a ação lembra “os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”. Uma reunião ministerial está marcada para começar às 10h, no Itamaraty, com o objetivo de analisar a situação e determinar possíveis decisões a respeito dos ataques.

Segundo especialistas, o principal interesse de Donald Trump com a ação é o petróleo em solo venezuelano. No entanto, o governo americano alega que Maduro será julgado por conspiração para narcoterrorismo e para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadores.

Leia a nota na íntegra:

Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

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