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STM confirma condenação de sargento do Exército por exigir vantagem indevida

Uma ala divergente defendia uma pena maior, mas esses ministros ficaram vencidos

STM confirma condenação de sargento do Exército por exigir vantagem indevida
STM confirma condenação de sargento do Exército por exigir vantagem indevida
O plenário do Superior Tribunal Militar. Foto: Divulgação STM
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O Superior Tribunal Militar decidiu confirmar a condenação de um primeiro-sargento do Exército pelo crime de concussão, que se configura quando um funcionário público exige vantagem indevida usando o poder e a autoridade de seu cargo, resultando em uma conduta coercitiva.

A Corte negou recursos da defesa de Amarildo Lopes e do Ministério Público Militar e manteve na íntegra a sentença da 10ª Circunscrição Judiciária Militar, sediada em Fortaleza (CE).

Na mesma sessão, o STM decidiu, por unanimidade, manter a absolvição de um segundo-tenente do Exército no mesmo caso.

Segundo a denúncia do Ministério Público Militar, os acusados, à época lotados na Seção de Pagamento de Pessoal, exigiram vantagens indevidas de ex-alunos do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva.

A acusação sustenta que a solicitação dos valores ocorria sob o argumento de agilizar o pagamento de indenizações e adicionais de férias as transferências financeiras, de acordo com os autos, eram acompanhadas de ameaças veladas de atraso nos trâmites administrativos.

A decisão do STM referenda a condenação de Amarildo a dois anos de reclusão, com suspensão condicional da pena por dois anos, a ser cumprida em regime inicial aberto. Segundo o relator, ministro Artur Vidigal de Oliveira, o sargento utilizou sua posição para constranger a vítima.

Os ministros Leonardo Puntel, revisor, e Carlos Augusto Amaral Oliveira votaram por reconhecer a continuidade delitiva, aplicar uma pena de dois anos, quatro meses e 24 dias de reclusão  sem suspensão da execução por dois anos e determinar a exclusão do sargento das Forças Armadas.

A divergência, porém, ficou vencida ou seja, a posição majoritária do STM foi mais branda.

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