CartaExpressa
Maduro pede que brasileiros saiam às ruas em apoio à Venezuela
O apelo do presidente venezuelano ocorre diante da tensão com os EUA
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo direto aos brasileiros durante a transmissão de um programa de televisão na noite de quinta-feira 4. Segurando um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, entregue por um convidado, o líder venezuelano pediu que a população do Brasil “saia às ruas” em defesa da Venezuela diante do que chamou de “luta pela paz e pela soberania”.
“A luta continua, a vitória é nossa. Viva a unidade do povo brasileiro, viva a unidade com o povo venezuelano. Povo do Brasil, saiam às ruas para apoiar a Venezuela em sua luta pela paz e soberania. Digo-lhes toda a verdade: temos o direito à paz com soberania. Viva o Brasil”, disse Maduro.
O discurso ocorreu no momento em que os Estados Unidos ampliam a ofensiva militar em rotas marítimas usadas pelo “narcotráfico” no Caribe e no Pacífico. As forças norte-americanas informaram ter realizado um novo ataque contra uma embarcação suspeita de transportar drogas, elevando para 23 o número de operações do tipo desde setembro. Mais de 80 pessoas morreram nesses bombardeios, segundo dados divulgados pelos próprios militares dos EUA.
Washington acusa Maduro de comandar o chamado “Cartel de los Soles”, classificado como organização terrorista pelos norte-americanos. O governo venezuelano nega a existência do grupo e afirma que se trata de uma acusação política.
Na quarta-feira 3, o presidente venezuelano confirmou ter conversado por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A conversa ocorreu em tom de respeito. Inclusive, posso dizer que foi cordial”, afirmou.
Trump já havia confirmado o contato, mas não deu muitos detalhes. “Não diria que [a ligação] foi bem ou mal… foi apenas uma chamada telefônica”, disse a jornalistas no domingo 30.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


