CartaExpressa
CPMI do INSS rejeita a convocação de Jorge Messias
A base governista barrou o requerimento para ouvir o advogado-geral da União em meio ao avanço de investigações sobre fraudes no INSS
A CPMI do INSS derrubou, nesta quinta-feira 4, um requerimento que solicitava a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para prestar depoimento ao colegiado.
Messias, indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, tornou-se alvo de um dos pedidos apresentados pela oposição na esteira das investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas.
A votação ocorreu na mesma sessão em que a comissão convocou figuras centrais para a nova fase dos trabalhos, como o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também foi chamado, devido às ligações da Zema Financeira, empresa da família, com operações beneficiadas por medidas provisórias do governo federal.
A rejeição ao pedido contra Messias segue uma tendência já observada na CPMI: a base aliada tem sido firme em bloquear iniciativas que atinjam integrantes ou pessoas próximas ao governo, como ocorreu com o impedimento da convocação de Lulinha, filho do presidente, e de Frei Chico, irmão de Lula, em outubro.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), havia declarado que todos os requerimentos seriam apreciados de forma individual, “para que o País visse como cada parlamentar votou”. Mesmo assim, o pedido relativo ao advogado-geral da União não prosperou.
Placar de 19 x 11 que impediu a convocação de Messias à CPMI do INSS. Foto: Reprodução TV Senado
A decisão ocorre em uma semana decisiva para Messias, cuja sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado foi adiada pelo presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP). A expectativa é que a nova data seja definida nas próximas semanas. Enquanto isso, a CPMI se prepara para a reta final de seus trabalhos, que devem ser prorrogados por 60 dias, a pedido da presidência da comissão.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


