Política

Conselho de Ética do União Brasil aprova expulsão de Celso Sabino

Ministro é acusado de infidelidade partidária por permanecer no governo Lula. Expulsão ainda depende do aval da Executiva Nacional

Conselho de Ética do União Brasil aprova expulsão de Celso Sabino
Conselho de Ética do União Brasil aprova expulsão de Celso Sabino
Brasília (DF) 22/08/2023 Ministro do Turismo, Celso Sabino, na comissão de Turismo do Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
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Por unanimidade, o Conselho de Ética do União Brasil aprovou parecer que recomenda a expulsão do ministro do Turismo, Celso Sabino (PA), por infidelidade partidária. A análise do caso ocorreu na tarde desta terça-feira 25, em reunião virtual. O documento do colegiado deve passar pelo crivo da Executiva Nacional até 8 de dezembro.

Sabino passou a ser alvo do processo após ignorar a orientação do partido de romper com o governo Lula e permanecer à frente da pasta. Inicialmente, a análise do caso foi marcada para o início do mês, mas, a pedido da defesa, a deliberação sobre a expulsão do ministro acabou sendo adiada para segunda-feira, e novamente postergada para esta terça.

O procedimento disciplinar foi aberto em outubro, quando o ministro foi afastado temporariamente das atividades partidárias. Até então, o deputado licenciado participava das decisões partidárias a nível nacional, ocupando uma vaga na executiva nacional e outra no diretório estadual da sigla.

Caso a expulsão se concretize, Sabino deve buscar um novo partido para concorrer ao Senado no ano que vem. Antes da reunião do Conselho de Ética, o ministro afirmou em entrevista a CartaCapital não ter discutido qualquer destino partidário por estar focado na realização da COP-30. Além disso, cobrou “bom senso” ao União e voltou a defender que o melhor caminho para o partido é “é seguir esse projeto de Brasil que envolve a liderança” de Lula.

Voz quase solitária na sua legenda na defesa da gestão petista, Sabino tentou convencer seus pares a conceder um salvo-conduto que o permitisse ficar à frente do Turismo até o final do ano. 

Quando a sigla chefiada por Antonio de Rueda decidiu antecipar o desembarque do governo, fixando um prazo de 24 horas para que os filiados entregassem seus cargos, o ministro paraense procurou interlocutores e pediu mais tempo. Alegou que Lula iria à Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e tinha agendas importantes a cumprir.

Depois, esticou o prazo dado por Rueda para permanecer por mais tempo. Mas, ao anunciar a demissão, recebeu de Lula um convite para participar da inauguração de obras no Pará ainda como ministro. Depois, recuou da decisão de sair do governo após receber o apoio de colegas na Câmara. 

O gesto, além de consolidar sua aproximação com o Planalto, escancarou uma divisão dentro do partido, entre dirigentes que buscam romper com o governo e uma base no Congresso Nacional cada vez mais disposta a permanecer ao lado do petista.

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