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Israel mata chefe do estado-maior do Hezbollah em Beirute

O ataque foi o quinto contra esse reduto do Hezbollah na capital libanesa desde o cessar-fogo acordado entre Israel e o movimento islamista em novembro de 2024

Israel mata chefe do estado-maior do Hezbollah em Beirute
Israel mata chefe do estado-maior do Hezbollah em Beirute
Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel. Foto: Alex KOLOMOISKY / POOL / AFP
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Israel matou neste domingo o chefe do estado-maior do Hezbollah, em um ataque aéreo contra um prédio residencial no subúrbio da capital libanesa, uma operação que deixou cinco mortos.

O Hezbollah confirmou a morte do líder Haytham Tabtabai na ação israelense, mas não especificou seu cargo no grupo. Tabtabai é o comandante de mais alta patente do Hezbollah morto por Israel desde o começo do cessar-fogo de novembro de 2024, cujo objetivo era encerrar mais de um ano de hostilidades entre os dois países.

Israel intensificou recentemente seus ataques nos redutos do Hezbollah no sul e leste do Líbano, onde diz ter como alvo o movimento xiita, que acusa de violar o cessar-fogo ao se rearmar e reativar sua infraestrutura.

Autoridades libanesas, por sua vez, acusam Israel de violar o acordo de cessar-fogo firmado sob a mediação dos Estados Unidos ao continuar atacando seu território e ocupando cinco pontos estratégicos no sul do país.

Em comunicado divulgado pouco depois do ataque, o Exército israelense afirmou ter “eliminado o terrorista Haitham Ali Tabatabai, chefe do estado-maior do Hezbollah”. O Ministério da Saúde do Líbano informou que o ataque deixou 5 mortos e 28 feridos. A ofensiva ocorreu na área de Haret Hreik, no subúrbio do sul de Beirute, uma região densamente povoada controlada pelo Hezbollah.

‘Linha vermelha’

O ataque foi o quinto contra esse reduto do Hezbollah na capital libanesa desde o cessar-fogo acordado entre Israel e o movimento islamista em novembro de 2024, e ocorreu uma semana antes da visita do papa Leão XIV ao Líbano.

O Exército israelense afirmou que segue “comprometido” com o cessar-fogo. Em frente ao prédio atingido, o líder do Hezbollah Mahmud Qomati declarou que o ataque “cruza uma nova linha vermelha”.

O bombardeio atingiu o terceiro e o quarto andares de um edifício de nove pisos, para onde se dirigiram ambulâncias e equipes de resgate. O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu à comunidade internacional que “intervenha de maneira séria e firme para pôr fim aos ataques de Israel contra o Líbano”.

A assessoria do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou um ataque “no coração de Beirute contra o chefe do estado-maior do Hezbollah que liderou o fortalecimento e o armamento da organização terrorista”.

Horas antes, Netanyahu havia advertido que Israel faria “tudo o que for necessário” para impedir o fortalecimento do Hezbollah no Líbano e do movimento palestino Hamas na Faixa de Gaza. “Continuamos atingindo o terrorismo em várias frentes”, declarou, em reunião de gabinete.

Israel defende que seus ataques contra o Líbano desde o cessar-fogo buscam manter os termos do acordo, impedindo que o Hezbollah se reconstrua.

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