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Como está a disputa pela vaga de AGU após a indicação de Messias ao Supremo
Duas mulheres são citadas como as mais bem colocadas na corrida pelo comando do órgão; a definição, porém, deve demorar
A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal desperta interesses sobre quem irá suceder o ministro na gestão da Advocacia-Geral da União. Em outubro, quando o ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso anunciou a aposentadoria antecipada e Messias aparecia como favorito para a Corte, rumores apontavam ao menos cinco possíveis nomes para ocupar o comando do órgão.
Desde então, o assunto perdeu fôlego e alguns nomes, aparentemente, enfraqueceram. Fontes internas da AGU disseram a CartaCapital que a disputa atualmente está centrada em duas mulheres: a advogada da União Isadora Cartaxo e a procuradora da Fazenda Nacional Anelize Almeida, que conta com o apoio do ministro Fernando Haddad (PT-SP).
Apesar disso, a avaliação geral é de ainda é cedo para cravar o nome que será indicado por Lula (PT). Outra fonte disse à reportagem que esse assunto “está muito em suspenso” e que só deve ter a atenção do presidente depois da sabatina de Messias no Senado, ainda sem data marcada para ocorrer. No momento, a conclusão é de que não há favoritos.
“Não é um assunto que vai se começar a discutir agora”, comentou um interlocutor da AGU. O entendimento é de que o foco atual é todo na aprovação do nome de Messias entre os senadores, “essa questão da sucessão na AGU é posterior a essa etapa”, dizem as fontes.
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