Política
Em meio ao debate sobre PL Antifacção, Lula convoca ministros para discutir segurança pública
Presidente reúne ex-governadores que integram governo em meio à tensão com o Congresso e à estagnação na popularidade
O presidente Lula (PT) convocou, na manhã desta quinta-feira 13, uma reunião no Palácio do Planalto com todos os ministros que já foram governadores para discutir estratégias na área de segurança pública. O encontro ocorre em meio ao acirramento do debate sobre o Projeto de Lei Antifacção e a pressão por respostas após a operação policial no Rio de Janeiro, no fim de outubro, que deixou 121 mortos.
Participam do encontro o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (ex-governador de São Paulo), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (ex-governador da Bahia), o ministro dos Transportes, Renan Filho (ex-governador de Alagoas), o ministro da Educação, Camilo Santana (ex-governador do Ceará), o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Goés (ex-governador do Amapá), e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (ex-governador do Piauí). Também participam Ricardo Lewandowski (Justiça), Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), responsáveis por coordenar ações federais, financeiras e políticas relacionadas ao tema.
A convocação reflete a crescente preocupação do Planalto com a repercussão política do tema. A mais recente pesquisa Quaest, divulgada na quarta 12, mostrou que a segurança pública se tornou a principal preocupação dos brasileiros, saltando de 30% para 38% em um mês, e apontou um freio na recuperação da popularidade de Lula, cuja aprovação ficou em 47%, contra 50% de desaprovação.
O encontro ocorre em meio às discussões com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a tramitação do PL Antifacção, proposta elaborada pelo Executivo para endurecer o combate a organizações criminosas. O relator do projeto, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, apresentou quatro versões do parecer, enfrentando críticas do governo por mudanças consideradas problemáticas.
Após pressões do Planalto e de governadores, Motta adiou a votação do texto, que estava prevista para quarta e deve ocorrer na próxima terça 18.
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