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Gilmar critica discussões sobre equiparar facções a terrorismo: ‘Não vamos necessitar disso’
O ministro do Supremo Tribunal Federal usou os termos ‘bravata’ e ‘excesso de politização’ para falar sobre o assunto
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, questionou os debates sobre a equiparação de facções criminosas a terroristas, tema que ganhou força após a operação policial com mais de 120 mortos no Rio de Janeiro, na última semana.
Em Buenos Aires, onde participou de um evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), do qual é um dos sócios, o decano da Corte descartou a possibilidade de legislação que faça a comparação entre faccionados e terroristas: “Não vamos necessitar disso”.
“Precisamos tratar do crime dentro dos padrões normais da institucionalidade. Há muita bravata em torno desse tema e um excesso de politização, tendo em vista inclusive os conflitos políticos que se articulam no país. Isso é extremamente negativo”, afirmou, em declarações registradas e publicadas pelo site jornalístico PlatôBR.
Para Gilmar, a legislação vigente e as instituições brasileiras têm capacidade de encarar a força do crime organizado sem necessidade de mudanças profundas. “Temos capacidade, já superamos crises várias, vamos ser capazes de resolver também essa questão”, disse o ministro.
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