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Rússia avalia retomar testes nucleares, diz Putin
O último teste nuclear de Moscou remonta a 1990, pouco antes da queda da União Soviética
O presidente Vladimir Putin declarou, nesta quarta-feira 5, que a Rússia poderia retomar seus testes nucleares se os Estados Unidos decidirem fazer o mesmo, em resposta às declarações de seu homólogo Donald Trump, que mandou o Pentágono “começar a testar” as armas nucleares americanas.
Durante uma reunião de seu Conselho de Segurança, Putin encarregou as instâncias competentes a “fazerem todo o necessário para compilar informação adicional sobre este assunto (…) e apresentar propostas coordenadas sobre o possível início de trabalhos preparatórios para testes nucleares”, segundo declarações transmitidas pela televisão.
Putin considerou uma “questão séria” as declarações de Trump, que assegurou que seu país realizaria os testes porque “outros países fazem”, sem esclarecer se ele se referia a fazer explosões nucleares, o que não é realizado nos Estados Unidos desde 1992.
O último teste nuclear de Moscou remonta a 1990, pouco antes da queda da União Soviética. No entanto, a Rússia testa regularmente, assim como outros países, com vetores que não transportam carga nuclear, como fez recentemente com o drone submarino Poseidon e o míssil Burevestnik.
O líder russo assegurou, nesta quarta-feira, que a Rússia “sempre respeitou escrupulosamente suas obrigações em virtude do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares”, mas “se os Estados Unidos ou outros Estados signatários do Tratado realizassem estes testes, a Rússia se veria obrigada a tomar medidas adequadas em represália”.
O ministro russo da Defesa, Andrei Belousov, disse “considerar que é apropriado iniciar imediatamente a preparação de testes nucleares em larga escala”, citando o arquipélago de Nova Zembla, no Ártico, como possível campo de testes.
Segundo ele, os planos americanos “aumentam consideravelmente o nível de ameaça militar para a Rússia”.
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