Política
Quem é Fabiano Contarato, senador do PT que vai presidir a CPI do Crime Organizado
Delegado de Polícia Civil por formação, ele foi eleito para o Senado em 2018
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o crime organizado no Senado Federal será comandada por um delegado de Polícia Civil. Eleito nesta terça-feira 4 em disputa apertada com Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o senador Fabiano Contarato (PT-ES) trará sua experiência pregressa à vida parlamentar para coordenar a comissão.
Contarato foi eleito para o Senado em 2018, logo no primeiro pleito que disputou. Em meio à onda conservadora que na época levou Jair Bolsonaro (então no PSL) à presidência, ele surpreendeu e desbancou o bolsonarista de carteirinha Magno Malta (então no PR) e foi o mais votado no estado, à frente de Marcos do Val (na época no PPS), também eleito. Malta veio em terceiro e ficou sem mandato — ele voltaria ao Senado ao ser eleito em 2022.
Nascido em Nova Venécia, interior capixaba, Contarato se tornou a primeira pessoa abertamente homossexual a ser eleita para o Senado federal. Na época filiado à Rede, ele se juntou ao PT em janeiro de 2021.
O hoje senador ganhou notoriedade por sua atuação à frente da Delegacia de Delitos de Trânsito do Espírito Santo e, posteriormente, a chefia do Detran no estado. Foi, ainda, corregedor-geral na Secretaria de Controle e Transparência capixaba.
Formado em Direito pela Universidade de Vila Velha, foi professor da mesma instituição. É pós-graduado em Direito Penal e Direito Processual Penal, além de ter curso de especialização em Impactos da Violência na Escola pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Como senador, se destacou durante a CPI da Covid e foi presidente da Comissão de Meio Ambiente e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos. Também foi líder da bancada petista na Casa Alta após a volta de Lula à presidência da República, em 2023.
Por seu trabalho de oposição à extrema-direita, foi alvo da ira bolsonarista em diversos momentos. Em junho do ano passado, a Justiça do Espírito Santo determinou indenização a ser paga por um homem que promoveu ataques contra o senador e o filho dele.
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