Política

Comissão de Direitos Humanos pede prisão preventiva de Cláudio Castro após operação no Rio

Parlamentares pedem apuração sobre possível responsabilidade penal do governador, diante operação que deixou mais de 100 mortos

Comissão de Direitos Humanos pede prisão preventiva de Cláudio Castro após operação no Rio
Comissão de Direitos Humanos pede prisão preventiva de Cláudio Castro após operação no Rio
O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados pediu que a Procuradoria-Geral da República opine sobre a possibilidade de ser decretada a prisão preventiva do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), em razão da operação policial realizada na zona norte da cidade, que deixou mais de 120 mortos.

A peça, encaminhada ao procurad0r-geral Paulo Gonet, afirmou que há fortes indícios de que a operação “extrapolou os parâmetros de legalidade, proporcionalidade e respeito aos direitos humanos, resultando em graves violações ao direito à vida e à integridade física de pessoas que habitam as comunidades afetada”.

A comissão afirmou ter recebido denúncias de moradores e organizações da sociedade civil que relatam pessoas mortas a facadas e com tiros pelas costas, o que indica possíveis execuções sumárias, o que reforça a necessidade de imediata apuração pericial e criminal independente.

Além disso, os parlamentares da comissão afirmam que a operação foi instrumentalizada para servir de propaganda política eleitoral ao governador; e que, em contrapartida, o governo não teria utilizado integralmente os recursos disponibilizados pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), gerido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), para a segurança pública.

A comissão, presidida pelo deputado federal Reimont (PT-RJ), pede uma investigação para apurar possível responsabilidade penal de Castro diante as consequências da operação, a análise de documentos e relatórios. Os deputados não descartam, ainda, a possibilidade de o governador responder por crime de responsabilidade por omissão ou uso indevido das forças do Estado.

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