O juiz do caso Vladimir Herzog, 50 anos depois

Em 1978, o juiz Márcio José de Moraes condenou a União pela prisão, tortura e morte do jornalista

Vladimir Herzog foi assassinado nas dependências do DOI–Codi paulista em 25 de outubro de 1975. O regime militar divulgou a versão de que o então diretor da TV Cultura teria se enforcado em uma cela, com o cinto do macacão que vestia. A reação da sociedade civil foi imediata. Um ato ecumênico em homenagem a Herzog na Catedral da Sé reuniu milhares de manifestantes e teve ampla repercussão internacional. Três anos depois, coube ao jovem juiz Márcio José de Moraes julgar a ação movida pela família de ­Herzog contra o Estado brasileiro, ainda sob a vigência do AI–5.

Por mais de 30 anos, Moraes recusou pedidos de entrevistas para comentar o caso. “Queria que a sentença falasse por mim”, justifica. Às vésperas dos 50 anos da morte de Herzog, o juiz aposentado recebeu a repórter Mariana Serafini para contar, em detalhes, essa história em entrevista a CartaCapital.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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