Parlatório

Marcelo Odebrecht pede em bilhete: ‘destruir e-mails sondas’

E-mail de 2011 sobre contrato de operação de sondas seria uma das provas que pode incriminar o empresário

Marcelo Odebrecht pede em bilhete: ‘destruir e-mails sondas’
Marcelo Odebrecht pede em bilhete: ‘destruir e-mails sondas’
Marcelo Odebrecht e seu pai Emílio foram poupados de ações drásticas, em nome de delação
Apoie Siga-nos no

Um bilhete de Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da maior empreiteira do País, preso desde sexta-feira 19, a seus advogados foi encontrado na segunda-feira 22 pela Polícia Federal com a expressão ‘destruir e-mail sondas’. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo

Um e-mail de 2011 é uma das provas da Operação Lava Jato que pode incriminar Marcelo Odebrecht. A mensagem faz referência à colocação de sobrepreço de 25 mil dólares por dia em contrato de afretamento e operação de sondas. O e-mail foi enviada por Roberto Prisco Ramos para Marcelo Odebrecht e três executivos da empreiteira, Fernando Barbosa, Márcio Faria e Rogério Araújo, estes dois últimos também presos.

Na terça-feira 23, o delegado Eduardo Mauat da Silva, integrante da força-tarefa da Lava Jato, recebeu Dora Cavalcanti e Rodrigo Sanches Rios, advogados de Odebrecht. Eles teriam afirmado, ainda segundo o Estadão, que a mensagem não se refere a supressão de provas, mas a uma estratégia processual, destacando que o documento teria sido levado a São Paulo por outro advogado e que iriam apresentá-lo.

O juiz Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato, foi informado pela PF que é de praxe examinar as correspondências dos internos por medidas de segurança. A defesa da empreiteira entregou petição a Moro em que apresenta sua versão para o caso na noite de terça.

ENTENDA MAIS SOBRE: ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo