Política
Como Marina Silva avalia a decisão do Ibama sobre a Margem Equatorial
A autorização, confirmada cerca de 20 dias antes do início da COP30, em Belém
A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, avaliou nesta quarta-feira 22 que a decisão do Ibama que autorizou a Petrobras a procurar por petróleo na região conhecida como Margem Equatorial, a a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas, foi “técnica”.
“O Ibama deu uma licença técnica, todo o trabalho foi feito com muito rigor. Tanto é que essa licença vem sendo apreciada dentro do Ibama desde que era de uma empresa privada e que depois passou para a Petrobras, isso vem desde 2014. Agora se chegou ao final desse processo onde o Ibama conseguiu várias melhorias para o projeto”, disse a ministra em entrevista ao Canal Gov.
Segundo Marina, uma dessas mudanças foi na base para socorro de animais contaminados com óleo da exploração, que antes estava previsto para ficar em Belém, a 800km da base de exploração – agora, a Petrobras deve instalar uma base a menos de 200km das operações.
“Todas as exigências [de mudanças no projeto] que o Ibama fez foram absolutamente necessárias. E se não fosse o rigor do Ibama, se fosse em uma lógica de ‘passar e fazer’, teria sido uma licença em prejuízo do meio ambiente e dos interesses do Brasil”, avaliou.
Ao todo, a Margem Equatorial é uma área 2.200 quilômetros ao longo da costa brasileira. Ela começa no Amapá e vai até o litoral do Rio Grande do Norte, passando pelas bacias: Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e foz do Amazonas.
A autorização, confirmada cerca de 20 dias antes do início da COP30, em Belém, foi pleiteada há anos pela estatal. O tema, alvo de fortes críticas de ambientalistas, é tratada como essencial para expandir as fronteiras da exploração de petróleo e gás no Brasil.
Margem Equatorial Brasileira se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá – Imagem: Petrobras/Divulgação
Descobertas recentes de petróleo nas costas da Guiana, da Guiana Francesa e do Suriname, países vizinhos ao Norte do país, mostraram o potencial exploratório da região, localizada próxima à linha do Equador. No Brasil, a área se estende do Rio Grande do Norte até o Amapá.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Aval do Ibama à Petrobras resulta de ‘rigoroso processo de análise’, diz pasta de Marina
Por CartaCapital
A reação de ambientalistas à licença do Ibama para a busca por petróleo no Amapá
Por CartaCapital


