Política
PF pede a Moraes investigação sobre dados de viagem de Filipe Martins aos EUA
De acordo com o delegado Fábio Shor, a abertura de uma investigação específica é necessária para apurar se Filipe simulou sua entrada nos EUA
A Polícia Federal pediu nesta segunda-feira 20 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a abertura de uma investigação para apurar a suposta entrada de Filipe Martins, ex-assessor para assuntos internacionais de Jair Bolsonaro (PL), nos Estados Unidos em dezembro de 2022 – uma semana antes dos atos golpistas de 8 de Janeiro.
A solicitação foi feita após o ministro pedir esclarecimentos da PF sobre a controvérsia envolvendo a suposta viagem de Martins, que é um dos réus no núcleo 2 da trama golpista.
Os esclarecimentos foram solicitados após o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos divulgar uma nota na qual negou a entrada do réu no dia 30 de dezembro de 2022. De acordo com o delegado Fábio Shor, a abertura de uma investigação específica é necessária para apurar se Filipe simulou sua entrada nos EUA.
“O registro de entrada, ainda que em caráter indiciário, revela a possibilidade de que integrantes da organização criminosa, abusando dolosamente das prerrogativas diplomáticas, tenham se utilizado do procedimento migratório diferenciado relacionado a comitivas de chefes de Estado, no qual não há a presença física dos integrantes da comitiva presidencial perante as autoridades migratórias, com a finalidade de simular uma falsa entrada de Filipe Martins em território norte-americano”, afirmou o delegado.
A informação da suposta entrada do ex-assessor foi um dos argumentos para sua prisão preventiva. Filipe sempre negou que tenha ido aos EUA no fim do governo Bolsonaro.
Martins é apontado pela Procuradoria-Geral da República como um dos responsáveis pela elaboração da minuta de golpe de Estado que circulou no final do governo Bolsonaro.
(Com informações da Agência Brasil).
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Bolsonaro e aliados confessaram trama golpista em reunião ministerial, sustenta Moraes em voto
Por Vinícius Nunes
Os réus da trama golpista que o STF já tem maioria para condenar
Por CartaCapital


