O Congresso sabota o País para proteger as bets
No ‘Fechamento’ desta semana, a equipe de CartaCapital recebe o deputado federal Carlos Zarattini, do PT de São Paulo, e Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais
Em retaliação ao governo Lula, a Câmara aprovou nesta quarta-feira 8, por 251 votos a 193, um requerimento que retirou de pauta a medida provisória que substitui a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) com medidas que visam ampliar a arrecadação. A derrota, que contou com as digitais de deputados do PSD, PP e União Brasil, representa a perda de uma das principais fontes de arrecadação previstas para 2025 e 2026. Integrantes do governo, porém, veem aí uma possibilidade de engrossar o discurso de que o Congresso legisla em favor dos BBBs — bancos, bets e bilionários. Para ajudar a entender esse cenário, o programa Fechamento desta semana recebe o deputado federal Carlos Zarattini, do PT de São Paulo, relator da medida provisória.
Ainda nesta edição: dois anos depois do início da guerra na Faixa de Gaza, Israel e o Hamas chegam a um acordo sobre a primeira fase do cessar-fogo. O plano, mediado por Donald Trump, prevê neste momento que todos os reféns serão libertados e a retirada parcial de tropas israelenses, além da entrada de ajuda humanitária e a libertação de prisioneiros palestinos. Para discutir o tema, CartaCapital recebe Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP.
Veja também: O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira 9 sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro foi indicado em 2013 e poderia ficar no STF até até 2033, quando completará 75 anos (data-limite para aposentadoria de ministros do STF e de outras cortes superiores). “É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, disse no encerramento da sessão desta quinta.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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