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Lula já está ’em processo de reeleição’, diz Hugo Motta
O presidente da Câmara avaliou que a política brasileira vive um ambiente de forte radicalização, o que tem dificultado a análise de propostas estruturais no Congresso
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira 26 que o presidente Lula (PT) está “caminhando para sua quarta eleição” ao avaliar o clima de polarização política no Brasil. As declarações foram dadas durante um evento sobre segurança pública promovido pela organização Comunitas.
“Temos pela primeira vez o presidente da República três vezes eleito desde a redemocratização do País, já caminhando para a sua quarta eleição, já em processo de reeleição“, disse o parlamentar.
Motta usou o contexto para apontar que a política brasileira vive um ambiente de forte radicalização, o que tem dificultado a análise de propostas estruturais no Congresso. Neste contexto, uma das matérias citadas pelo paraibano foi a PEC da Segurança Pública, a propor a criação de um sistema único de segurança, com maior integração entre União, estados e municípios.
A escolha de Mendonça Filho (União Brasil-PE) para relatar a proposta, segundo o chefe da Câmara, teria sido feita para assegurar um debate mais técnico e afastado de disputas ideológicas. Ao lado do presidente nacional do PSD Gilberto Kassab, Motta afirmou que a Casa deve priorizar a proposta nos próximos meses.
Ele ainda destacou que o papel do Parlamento “não é derrotar tudo o que o governo federal manda” por pressão da oposição. “Mostrei a eles (oposição) que o papel do Parlamento não é derrotar tudo que o governo manda por pressão política. O papel do Parlamento é melhorar a proposta”, declarou. “E é isso que temos que fazer: ouvir governadores, prefeitos e entregar uma proposta melhor à sociedade”.
Ao comentar a polarização no Brasil, Motta também mencionou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “líder político da direita no Brasil”, no Supremo Tribunal Federal. Além disso, mencionou as citou pressões externas advindas dos Estados Unidos como fatores que interferem no avanço de “pautas importantes” para o País.
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