Política
TCM-SP dá 48 horas para gestão Nunes explicar rescisão com gestora do Theatro Municipal
O Tribunal sustenta que, desde 2020, vinha alertando sobre inconsistências no chamamento público que levou à contratação da Sustenidos; rescisão, no entanto, só foi anunciada após polêmica nas redes
O Tribunal de Contas do Município de São Paulo determinou um prazo de 48 horas para a Prefeitura de São Paulo esclarecer a rescisão de contrato com a Sustenidos, organização responsável pela gestão do Theatro Municipal de São Paulo desde 2021, bem como explicar as condições em que se darão o novo chamamento público.
Em nota divulgada nesta quarta-feira 24, o TCM-SP apontou que, desde 2020, já tinha apontado irregularidades no chamamento público que levou à contratação da empresa gestora e que, embora a Fundação Theatro Municipal de São Paulo tenha garantido em 2023 que um novo edital seria lançado, as providências não foram tomadas pela gestão municipal.
A gestão de Ricardo Nunes (MDB) só anunciou a rescisão do contrato com a empresa depois que um funcionário da organização fez uma publicação crítica, em suas redes sociais, sobre o ativista de extrema-direita Charlie Kirk, assassinado nos Estados Unidos no último dia 10. A Sustenidos anunciou que pretende recorrer do processo de rescisão.
A postagem ganhou tração após ser compartilhada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que entrou em contato com Nunes para solicitar o desligamento imediato do colaborador. Como a Sustenidos se negou a acolher a demissão expressa, o prefeito teria subido o tom e demandado e a rescisão do contrato com a organização social, só então alegando haver notificações recorrentes do Tribunal de Contas do Município sobre irregularidades no vínculo desde 2023.
“Embora a decisão da Administração cite motivo diverso para a rescisão do contrato em vigor, as determinações da Corte permanecem válidas e devem ser integralmente cumpridas, uma vez que decorrem de falhas na licitação que gerou o contrato celebrado em 2021”, manifestou o tribunal, em nota.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
O que se sabe sobre impasse entre Nunes e a gestora do Theatro Municipal após o caso Charlie Kirk
Por Caio César
Gestão Nunes retoma projeto de túnel que desabriga 200 famílias para diminuir um semáforo
Por Agência Pública



